segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O recomeço

Uma manhã relativamente normal (fora o fato de que não parecia uma manhã de verão), uma tarde relativamente normal, uma noite relativamente normal, em que eu sentei na janela, fumei dois cigarros e pensei na minha vida. Até aí nada fora do comum, certo?

Errado, com a minha mãe longe de casa, eu conseguia pensar com mais clareza, conseguia relaxar, sem nenhum esforço extra, sem ouvir gritos, sem ouvir reclamações sobre a minha irresponsabilidade, sem ouvir críticas sobre a bagunça do meu quarto. Enfim, se fosse inverno, eu diria que nunca me senti tão feliz quanto agora.

Exceto pelo fato de estar acompanhada da solidão agora, minha fiel companheira nas madrugadas no msn, no orkut, hoje foi um dia muito bom. Mas meu tempo está se acabando. Existem assuntos inacabados a serem resolvidos, conversas a terminar, coisas a esclarecer, e tudo isso eu preciso fazer antes de minha mãe voltar da praia. Confesso que é difícil resistir a dar um tempo em casa sem ela por perto, a casa realmente parece o melhor lugar para se estar sem a presença dela.

Quero mais dias assim: tranquilos, felizes, solitários em sua plenitude, para poder pensar a respeito de algumas coisas, decidir outras, organizar a minha vida e deixar tudo pronto para recomeçar a minha vida. O recomeço é sempre a parte mais difícil, precisa ser planejado, estudado e colocado em fase de testes. Essa semana começa a fase de testes. Aí sim, vamos ver onde a minha vida recomeça.

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