sábado, 23 de julho de 2011

Um terremoto em minha vida

Uma turbulência digna de um inverno esquisito. Foi o que aconteceu no começo da semana passada. Um terremoto que me fez desabar igualzinho às torres gêmeas. Não é algo que eu queira lembrar, mas não é algo que eu consiga esquecer.

O tempo, definitivamente, está me afetando. O passado retornou com muita força, e não parece querer me deixar em paz. Passei horas remoendo antigas mágoas, recordando antigas (e tristes) lembranças, cutucando as feridas que ainda não cicatrizaram. Desmoronei, chorei muito, perdi por várias vezes o sono. A minha aparência era tão apática quanto possível. Quase emudeci por completo. Estive bem perto do fundo do poço. A depressão ia me engolindo devagar. Bem perto de virar escuridão, como aconteceu em 2007, vi uma tábua de salvação: meus amigos. Eles não só se preocuparam comigo como viram o que estava acontecendo. Fui melhorando devagar. Ainda não estou curada, mas já voltei bem mais forte.

Preciso retomar o meu tratamento com psicólogos logo. Essas crises são muito comuns e em geral desencadeadas por fatores externos, que abrem essas válvulas de tristeza, dor, vazio e total despropósito de vida aparentemente sem motivo algum. Quando eu era adolescente, a escuridão já me engoliu uma vez, e foi a fossa mais funda que já enfrentei. Foi difícil se recuperar, voltar a viver foi um processo lento, intrépido, arriscado, mas eu sabia que, se eu não enfrentasse essa dor, jamais sairia dela viva. A música foi o fator determinante naquele caso. Neste caso, o fator determinante foram os meus amigos.

Ainda estou me recuperando. Eu consigo magoar as pessoas muito facilmente quando estou assim. Peço desculpas se magoei alguém, eu não fiz isso intencionalmente. É difícil se olhar no espelho, ver as lembranças mais dolorosas de sua vida brotarem diante dos seus olhos, e manter a cabeça erguida. Eu não consigo. Se algum dia isso acabar, eu prometo procurar todas as pessoas que eu já magoei e pedir desculpas. Por enquanto, ainda não posso fazer isso.

Bom, tenho que ir. Até a próxima.

domingo, 17 de julho de 2011

Um inverno incomum (ou: sentimentos de um domingo à noite)

Não sei se tudo isso é  falta que os fenômenos externos com relação ao tempo é que estão afetando a magnitude do meu pequeno e singelo inverno, mas sinto que o inverno está um tanto quanto muito estranho. Em geral, o frio é algo que me faz feliz, totalmente aceitável e gratificante de se apreciar, mas este ano, este inverno, está sendo pouco gélido, chuvoso demais e está dificultando as coisas. As chuvas castigam o frio, fazem com que o ar se torne úmido demais. Gosto do ar seco e gelado do inverno. Gosto de sentir o frio no meu rosto, de querer um chocolate quente, de sair de noite na rua e sentir a brisa gélida que arrepia até os mais corajosos boêmios.

Mudando de assunto, me sinto sozinha. Sei que isso é culpa minha. Como disse no msn esses dias: eu tenho a habilidade de afastar as pessoas de mim, por mais que eu não queira. Eu estou em todas as redes virtuais: twitter, facebook, orkut, linked in, em dois mensageiros instantâneos, e tudo o que vejo são frivolidades. Nada disso parece ter sentido agora.

Passo algumas horas em frente ao computador, a solidão ainda assola. Preencho a minha cabeça aparentemente vazia com futilidades, piadinhas sem graça, vídeos idiotas e os tweets de pessoas desesperadas por seguidores. Não sei para quê: tudo isso parece ser tão corrente.

Bom, eu vou indo. Afinal de contas, não há mais nada para se fazer aqui. Beijos e até breve.